P14311 entre os selecionados da convocatória de fotolivros do Festival ZUM 2018

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FESTIVAL ZUM 2018
Conheça os selecionados da convocatória de fotolivros do Festival ZUM 2018
Publicado em: 25 de setembro de 2018

FESTIVAL ZUM 2018
Conheça os selecionados da convocatória de fotolivros do Festival ZUM 2018
Publicado em: 25 de setembro de 2018

Convocatória de Fotolivros – foto de Maria Clara Villas

A Revista ZUM e a Biblioteca de Fotografia do Instituto Moreira Salles anunciam os fotolivros selecionados para a exposição do Festival ZUM 2018.

Do total de 160 publicações enviadas, foram selecionados 46 livros, zines, revistas e catálogos. Desse total, sete publicações mereceram destaque. Confira a lista:

Destaques

Due to sudden and unforeseen circumstances, this book has no title, de Julie Glassberg, Ceiba editions, Siena, Itália

Edifício Recife, de Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, IKREK, SP

Esquina Rosa, de Miguel Ángel Rojas, Jardín publicaciones, Bogotá, Colômbia

Gilda, de Alessandra Sposetti, Autopublicado, RJ

Noites desperdiçadas, de Vitor Casemiro, Editora Madalena, SP

The Restoration Will, de Mayumi Suzuki, Ceiba editions, Siena, Itália

Tornaras, de Rodrigo Pinheiro, Editora Chorona, RJ

Selecionados

46750, de João Pina, Editora Tinta da China/Loco/FotoEvidence, Lisboa, Portugal

1968: Paris, Rio, de Pedro de Moraes / Bruno Barbey, Editora Bazar do Tempo, RJ

A Queda, Norte, Beirute, Sul, de Ali Khodr, Moinho Edições Limitadas, RS

Afegão, de Ricardo Thomé, Editora Olhavê, SP

Amazônia, de Rodrigo Correia, Editora Raio Verde, PA

Barbat, de Rafael Roncato, Autopublicado, SP

Catálogo de perdas, de Juliana Monteiro Carrascoza e João Anzanello Carrascoza, Editora Sesi, SP

como está o início depois do fim?, de Jordi Burch, Editora Tinta da china/vibrant, SP

Cordão, de Eduardo Queiroga, Editora Zoludesign, PE

Devaneios, de Demian Jacob, Familia Editions, Nova Iorque, EUA

DOT 3, por João Penoni, Estúdio Triângulo, RJ

Écume, de Isidora Gajic, L’editeur du dimanche / Editora Madalena, SP

ela vai ficar, de Sabrina Pestana, Lovely House, SP

Elson faz 7.0, de Joaquim Paiva, {Lp} press, RJ

Floema, de Sonia Dias, Fotô Editorial, SP

Fulminación, de Sergio Dominguez, La Balsa Editorial, Córdoba, Argentina

Futebol & Luta, de Carolina Carreño e Henrique Vaz, Escape Zines, SP

Hi-Fi, de Daniel Kfouri, Editora Tempo d’Imagem, CE

Indicadores, de Rony Maltz e Carolina Cattan, {Lp} press, RJ

Livro tombo, de Fabiana Ruggiero, Fotô Editorial, SP

Luciara, de Henrique Carneiro, Editora Madalena, SP

Mulheres de punho erguido por Marielle, de Rony Maltz e Carolina Cattan, {Lp} press, RJ

Nama, de La Carretera (Raoni Maddalena e Maurício Pisani), Bebel Books, SP

News from nowhere, Laura Ribero, Autopublicado, RS

no jardim de lina, de Claudia Jaguaribe, Editora Tuí, SP

O ano da mentira, de Matheus Rocha Pitta, IKREK, SP

o caos cotidiano na transparência da matéria, de André Calvão, Autopublicado, SP

Offline, de Ana Oliveira Rovati, Autopublicado, SP

One eyed Ulysses, de JM Ramírez-Suassi, Autopublicado, Madrid, Espanha

P14311, de Diego Di Niglio, Autopublicado, PE

Paginas amarillas, de Mano Penalva, Editora RRD, SP

Perímetro, de Bernardo Cople, Autopublicado, RJ

Presente de Deus 2.0, de Silvino Mendonça, Savant Editora, DF

Quando a pele incendeia a memória, de Angela Almeida, EDUFRN, RN

Takumbú: sobre la obra de Osvaldo Salerno, de Fernando Allen, Editora Fotosíntesis, Lambaré, Paraguai

Um dia seremos famosos e nada disso vai importar, de Andressa Ce, Editora Madalena, SP

Una sombra oscilante, de Celeste Rojas Mugica, Asunción Casa Editora, Buenos Aires, Argentina

Viagem ao sul do real, de Rogério Assis e Ciro Girard, Editora Origem, SP

You taught me how to be a butterfly only so you could break my wings, de Sina Niemeyer, Ceiba editions, Siena, Itália

Tags: exposição, Festival ZUM, fotolivros
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Lançamento Fotolivro P14311

 

 

convite virtual (1)

O Arquivo Público Estadual de Pernambuco receberá, no dia 20 de março de 2018, às 18h30, o evento de lançamento do fotolivro P14311, do fotógrafo italiano Diego Di Niglio.

O evento contará com um diálogo entre o fotógrafo Diego Di Niglio, Pablo Porfírio, responsável pela elaboração dos textos históricos do projeto e José Afonso Jr., responsável pela crítica fotográfica do livro.

O diálogo será aberto ao público e acessível para surdos e ensurdecidos, contando com interpretação em libras.

| Sobre P14311

Em 2011, o Ministério da Justiça, por meio da Comissão da Anistia, iniciou o projeto Marcas da Memória – História Oral da Anistia no Brasil, entrevistando cerca de 100 pessoas vítimas de perseguição política, prisão e tortura durante a ditadura civil-militar instaurada no Brasil após o golpe de 1964. Partindo desse material, Diego Di Niglio investigou com imagens as histórias e universos afetivos de pessoas atingidas pela repressão. Pesquisou e utilizou também os materiais dos prontuários do DOPS de Recife na construção de séries fotográficas.

Com base nos conceitos e práticas do documentário imaginário, o autor se debruça sobre o reflexo de um dos maiores traumas histórico-coletivos da sociedade brasileira do século passado, utilizando o meio fotográfico, sem deixar de ser registro do real, para reconstruir lembranças e sentimentos, onde a memória representa uma junção dos fatos com as emoções. Não se trata de uma reconstrução histórica, mas do que hoje ainda está presente no imaginário destas pessoas ou rastros das memórias de quem já se foi. Marcas que ainda estão frescas no inconsciente coletivo e que são traumas latentes. Fantasmas que ainda habitam as casas. E que, em muitos casos, ainda não encontraram justiça e reparação por conta do Estado e da sociedade.

Produzido por Kelly Ferreira de Lima, que assina o projeto gráfico, o fotolivro P14311 tem a coordenação editorial de Lia Miceli Lopez Lecube e conta com a participação de Mateus Sá como fotógrafo editor, além dos professores da UFPE Pablo Porfirio e José Afonso Jr. na elaboração dos textos históricos e de crítica fotográfica.

A acessibilidade dos conteúdos também é oferecida no blog do projeto (www.p14311.org), onde estão disponíveis (com possibilidade de download gratuito) áudios e vídeos com interpretação em libras de todos os textos, além das audiodescrições das imagens do ensaio.

O projeto conta com incentivo do FUNCULTURA e com os apoios da Universidade Federal de Pernambuco – Departamento de História e Programa de Pós-graduação em História, Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC), Arquivo Público Estadual de Pernambuco José Emerenciano (APEJE), Fundação Joaquim Nabuco – Coordenação Geral de Estudos da História Brasileira (Cehibra), Instituto Miguel Arraes, Comitê de Memória Verdade e Justiça de Pernambuco (CMVJ-PE) e Associação Pernambucana de Anistiados Políticos (APAP).

No lançamento haverá uma roda de diálogo com o fotógrafo Diego Di Niglio, o diretor do Arquivo Público Félix Filho e os autores dos textos. Contará ainda com a participação dos protagonistas do ensaio. Durante o encontro serão distribuídos gratuitamente 100 exemplares do fotolivro.

| SERVIÇO

Lançamento do Fotolivro “P14311” de Diego Di Niglio
Local: Arquivo Público Estadual de Pernambuco – 1º andar (auditório) | Rua do Imperador Pedro II, 371 – Bairro de Santo Antônio, Recife/PE
Dia e horário: 20 de março de 2018, às 18h30
Acessibilidade: Intérprete de libras
Entrada Gratuita
Informações: http://www.p14311.org

 

Paulo Freire

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Em junho de 1964, Paulo Freire é preso no Recife. Seu interrogatório dura quatro dias.

Oficial – Qual é seu nome?

P. Freire – Paulo Reglus Neves Freire, filho de Joaquim Temístocles Freire e de Edeltrudes Neves Freire, nascido em Recife em 19 de setembro de 1921.

Oficial – Sabe o que está acontecendo, professor? Sabe! O senhor sabe de tudo… estamos salvando o país de uma crise, defendendo a família tradicional, a propriedade privada e o trabalho que o capitalismo oferece aos homens de bem, ou seja, estamos arrumando a bagunça que vocês provocaram com esses círculos de cultura por aí espalhados. Professor, entenda de uma vez por todas, o senhor anda questionando muita coisa que não deve ser mexida, atiçada… as coisas na vida devem mudar naturalmente, ou, então, devemos deixar apenas Deus mudar, já que ele é o criador de tudo… Ou o senhor anda querendo ser Deus para mudar o mundo? Espero que não, porque como o senhor mesmo diz lá fora, também afirmamos aqui: estamos nesta cela para fazê-lo ganhar consciência! Estamos “dialogando” para nos entender. O senhor está preso! Queremos registrar o seu depoimento oficial e acredite, teremos todo o tempo do mundo…Não pretende mudar suas convicções?

Paulo Freire – Não! Vou me defender, é um direito.

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